Conchal perde a fábrica da Unilever para Aguaí

 
Vista aérea da fábrica da Unilever em Indaiatuba

Na semana passada a Unilever anunciou, através de comunicado à imprensa, a instalação de uma fábrica em Aguaí. A planta tem previsão de iniciar as operações em 2015 e deverá gerar explosão econômica na cidade.

De acordo com informações que recebemos, Conchal pleiteou no segundo semestre de 2012, a vinda de uma empresa multinacional de grande porte, presente em 95% dos lares brasileiros e que atua no segmento de higiene e limpeza. Normalmente, este tipo de processo é feito por uma empresa de consultoria, responsável pela intermediação do negócio, mas em nenhum instante foi confirmado o nome da Unilever, pois por exigência contratual, o nome do cliente deve ser mantido em sigilo até que o negócio se concretize. As grandes empresas preferem não se expor e, portanto, evitam divulgar projetos de expansão.

Com o anúncio da instalação da Unilever na cidade de Aguaí aumentaram as suspeitas de que esta seria a empresa que Conchal pleiteava. Fato que foi confirmado, nesta quarta-feira, 27, pela consultoria imobiliária responsável por apresentar as opções à Unilever. “Mais de trinta e duas opções de terrenos foram apresentados, para que no final do filtro a Unilever ficasse em dúvida entre Conchal e Aguaí”, destacou um representante da consultoria.

De acordo com as informações que chegaram até a equipe do informativo Conchal em Notícias, a empresa demonstrava entusiasmo com a opção do terreno de Conchal, tanto é que diversas reuniões foram realizadas na sede da consultoria em São Paulo e também em Conchal. Houve até um contrato de opção de compra de um terreno às margens da rodovia SP332 e do Rio Mogi Guaçu. Além de estudos de viabilidade da propriedade, que custaram à Unilever quase R$ 250.000,00.

O motivo principal da escolha por Aguaí foi a localização da cidade, o terreno encontra-se mais próximo da divisa com Minas Gerais. A Unilever constatou que se ela fabricasse no estado de São Paulo e estocasse em Pouso Alegre, onde possui um centro de distribuição em fase final de construção, seria mais vantajoso para a empresa, ou seja, questões logísticas foram determinantes para a decisão.